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Salve 6 de Julho ou Reflexões para aniversariante

Postado por Adalberto Moreno em 12 de agosto de 2013

Pedro Son1

Aniversário é sempre um momento alegre e festivo e uma oportunidade de celebração da vida com os amigos e chegados. Mas também é momento ímpar de rememorarmos as conquistas, reavaliar o passado e, na análise pormenorizada dos acontecimentos, ir construindo nosso futuro. Jeremoabo faz 88 (oitenta e oito) anos hoje (06.07.2013) de transformação em cidade e comemora mais um ano de crescimento e maturidade. Emancipada desde 25.10.1831 por um Decreto que transformava em Vila, celebra também seus 182 (cento e oitenta e dois) anos de vida plena da rédea de seu destino. E nossa história repleta de grandes passagens e personagens, de Barão a Governadores, de Coronéis, de Deputados, de cangaceiros e soldados, de heróis e bandidos, de gente simples de uma força imensa, é a mais bela história de formação de um povo porque é a nossa história! Primeiro eram os índios da tribo Tupinambás, aqui divididos em moungurus e cariacás, que habitavam nossas terras, que cultivavam a abóbora gerimum, atividade que deu nome à nossa cidade: gerimum abo (em indígena plantação de abóboras) e que começam a serem catequizados pelas mãos dos jesuítas que acompanhavam o poderoso Garcia D’Ávila, almoxarife de Tomé de Souza, primeiro governador do Brasil, herdeiro por sesmaria de grande extensão de terra no Nordeste, inclusive a área onde estamos situados e que compreendia grande extensão. Os proprietários eram transformados em coadjuvantes do poderio do Senhor da Casa da Torre e auxiliavam o desbravamento e aproveitamento das nossas terras para a agricultura e pecuária. Coadjuvantes ou escravos do trabalho forçado para enriquecimento dos nobres? Quando quiseram resistir auxiliados por alguns religiosos tiveram igreja e casas incendiadas! Em 1698, nossos primeiros passos, nosso aprender a caminhar quando somos transformados em julgado, espécie de juizado que decidia as questões mais corriqueiras de seus habitantes, deixando prá trás os tempos de sermos apenas arraial. Em abril de 1718 novos passos, novo crescimento, quando somos elevados a Freguesia (paróquia) de São João Baptista de Jerimuabo do Sertão de Cima, embora subordinado ao município de Itapicuru, para finalmente, em 1831 nos livrarmos das amarras e recebermos a emancipação, a liberdade expressa, pelo menos aparentemente, pela Câmara Municipal, órgãos públicos como correios, escolas, etc. Saíamos do domínio dos grandes senhores feudais para começarmos uma nova história dominada por coronéis, latifundiários e herdeiros de alguns desses senhores do passado, mas alcançávamos um ponto para a plena cidadania. Essas reflexões passadas nos ajudam a

entender nossa história para, nos erros e acertos, irmos construindo o caminho pleno para um futuro melhor.

Da nossa história mais recente, é hora de refletirmos sobre os acontecimentos que marcaram o último ano de Jeremoabo. Particularmente, enumero quatro grandes momentos que marcam os maiores acontecimentos do ano que passou, considerando-se assim o tempo decorrido entre julho de 2012 e julho de 2013: 1. A eleição da primeira prefeita da história do município; 2. O projeto Criança Brincando e se Transformando; 3. A seca que maltratou nossa região e 4. O aumento considerável da violência.

1. A ELEIÇÃO DA PRIMEIRA PREFEITA

Em Outubro de 2012, a população eleitoral elegeu Anabel de Sá Lima como a primeira prefeita eleita do município, quebrando uma tabu e rompendo uma tradição machista segmentada há décadas, 57 anos depois de termos Ana Melo como a primeira vereadora jeremoabense. É um fato a ser comemorado numa terra acostumada aos mandos e desmandos de coronéis e poderosos, onde as mulheres, até um passado bem recente, limitavam-se ao seu papel de donas prendadas do lar. É um sinal de maturidade por mais que saibamos que a mulher que ascende ao poder é esposa de uma dos maiores líderes políticos de nossa história.

2. O PROJETO CRIANÇA BRINCANDO E SE TRANSFORMANDO

Nascido no âmbito do Poder Judiciário, idealizado pelo agora cidadão jeremoabense, Dr. Antonio Henrique da Silva, o Projeto veio despertar as comunidades da Comarca de Jeremoabo sobre a problemática da criança e do adolescente, buscando soluções e envolvimento pleno dos setores públicos, políticos, institucionais e sociedade para fazer valer de verdade o Estatuto da Criança e do Adolescente além de fortalecer o papel e atuação dos Conselhos Tutelares. Além disso, cada etapa do projeto é um momento grandioso de atividades lúdicas, esportivas e culturais.

3. A SECA

A seca foi o grande flagelo dos últimos anos, castigando fortemente nosso município, afetando a agropecuária e, por consequência, nossas atividades produtivas e comerciais. Foram longos meses sem chuva e a situação quase chega á beira do insustentável porque a água para o consumo humano estava no fundo do poço. Até que em abril de 2013 a água milagrosa começou novamente a alentar a região.

4. A VIOLÊNCIA

Era um tema que hesitei muito em colocar. Não queríamos discuti-lo com a profundidade que o momento requer porque era melhor não existir o estado atual. Mas o crescimento de delitos criminosos aliados a ocorrências que afetam a segurança da população tem amedrontado e mudado rotinas. Foram muitos assassinatos e roubos á mão armada com elementos

encapuzados; foram algumas escolas que tiveram seus bens subtraídos; foram cidadãos que tiveram seus ganhos arrancados à força; foram crimes praticados à luz do dia sem eu tenhamos um só autor preso (na tapera, no assentamento, no bairro José Nolasco, na feira livre, etc).

Além deste destaque temos muito que comemorar neste ano que passou coo, por exemplo, a inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal; a instalação do Espaço Nordeste, ligado ao Banco do Nordeste e que vem oportunizando ações culturais diversas; a visita da delegação do País africano, Zâmbia, propiciando um intercâmbio cultural de grande valia; o lançamento dos livros “Mosaico”, de Pedro Son e “Soldados da Luz”, de Roberto Santana; a profissionalização do jogador de futebol jeremoabense Jemerson no Atlético Mineiro; e os novos sacerdotes, condutores do povo de Deus, Patrick e João Batista. Foram muitos e tantos acontecimentos que demonstram a plena atividade de uma cidade que quer mais e mais encher-se de luz e paz em busca do seu lugar na constelação dos grandes centros para se

VISOR: Salve 6 de Julho ou Reflexões para aniversariante

Postado por Adalberto Moreno em 7 de julho de 2013

Pedro Son1

 

Aniversário é sempre um momento alegre e festivo e uma oportunidade de celebração da vida com os amigos e chegados. Mas também é momento ímpar de rememorarmos as conquistas, reavaliar o passado e, na análise pormenorizada dos acontecimentos, ir construindo nosso futuro. Jeremoabo faz 88 (oitenta e oito) anos hoje (06.07.2013) de transformação em cidade e comemora mais um ano de crescimento e maturidade. Emancipada desde 25.10.1831 por um Decreto que transformava em Vila, celebra também seus 182 (cento e oitenta e dois) anos de vida plena da rédea de seu destino. E nossa história repleta de grandes passagens e personagens, de Barão a Governadores, de Coronéis, de Deputados, de cangaceiros e soldados, de heróis e bandidos, de gente simples de uma força imensa, é a mais bela história de formação de um povo porque é a nossa história! Primeiro eram os índios da tribo Tupinambás, aqui divididos em moungurus e cariacás, que habitavam nossas terras, que cultivavam a abóbora gerimum, atividade que deu nome à nossa cidade: gerimum abo (em indígena plantação de abóboras) e que começam a serem catequizados pelas mãos dos jesuítas que acompanhavam o poderoso Garcia D’Ávila, almoxarife de Tomé de Souza, primeiro governador do Brasil, herdeiro por sesmaria de grande extensão de terra no Nordeste, inclusive a área onde estamos situados e que compreendia grande extensão. Os proprietários eram transformados em coadjuvantes do poderio do Senhor da Casa da Torre e auxiliavam o desbravamento e aproveitamento das nossas terras para a agricultura e pecuária. Coadjuvantes ou escravos do trabalho forçado para enriquecimento dos nobres? Quando quiseram resistir auxiliados por alguns religiosos tiveram igreja e casas incendiadas! Em 1698, nossos primeiros passos, nosso aprender a caminhar quando somos transformados em julgado, espécie de juizado que decidia as questões mais corriqueiras de seus habitantes, deixando prá trás os tempos de sermos apenas arraial. Em abril de 1718 novos passos, novo crescimento, quando somos elevados a Freguesia (paróquia) de São João Baptista de Jerimuabo do Sertão de Cima, embora subordinado ao município de Itapicuru, para finalmente, em 1831 nos livrarmos das amarras e recebermos a emancipação, a liberdade expressa, pelo menos aparentemente, pela Câmara Municipal, órgãos públicos como correios, escolas, etc. Saíamos do domínio dos grandes senhores feudais para começarmos uma nova história dominada por coronéis, latifundiários e herdeiros de alguns desses senhores do passado, mas alcançávamos um ponto para a plena cidadania. Essas reflexões passadas nos ajudam a

entender nossa história para, nos erros e acertos, irmos construindo o caminho pleno para um futuro melhor.

Da nossa história mais recente, é hora de refletirmos sobre os acontecimentos que marcaram o último ano de Jeremoabo. Particularmente, enumero quatro grandes momentos que marcam os maiores acontecimentos do ano que passou, considerando-se assim o tempo decorrido entre julho de 2012 e julho de 2013: 1. A eleição da primeira prefeita da história do município; 2. O projeto Criança Brincando e se Transformando; 3. A seca que maltratou nossa região e 4. O aumento considerável da violência.

1. A ELEIÇÃO DA PRIMEIRA PREFEITA

Em Outubro de 2012, a população eleitoral elegeu Anabel de Sá Lima como a primeira prefeita eleita do município, quebrando uma tabu e rompendo uma tradição machista segmentada há décadas, 57 anos depois de termos Ana Melo como a primeira vereadora jeremoabense. É um fato a ser comemorado numa terra acostumada aos mandos e desmandos de coronéis e poderosos, onde as mulheres, até um passado bem recente, limitavam-se ao seu papel de donas prendadas do lar. É um sinal de maturidade por mais que saibamos que a mulher que ascende ao poder é esposa de uma dos maiores líderes políticos de nossa história.

2. O PROJETO CRIANÇA BRINCANDO E SE TRANSFORMANDO

Nascido no âmbito do Poder Judiciário, idealizado pelo agora cidadão jeremoabense, Dr. Antonio Henrique da Silva, o Projeto veio despertar as comunidades da Comarca de Jeremoabo sobre a problemática da criança e do adolescente, buscando soluções e envolvimento pleno dos setores públicos, políticos, institucionais e sociedade para fazer valer de verdade o Estatuto da Criança e do Adolescente além de fortalecer o papel e atuação dos Conselhos Tutelares. Além disso, cada etapa do projeto é um momento grandioso de atividades lúdicas, esportivas e culturais.

3. A SECA

A seca foi o grande flagelo dos últimos anos, castigando fortemente nosso município, afetando a agropecuária e, por consequência, nossas atividades produtivas e comerciais. Foram longos meses sem chuva e a situação quase chega á beira do insustentável porque a água para o consumo humano estava no fundo do poço. Até que em abril de 2013 a água milagrosa começou novamente a alentar a região.

4. A VIOLÊNCIA

Era um tema que hesitei muito em colocar. Não queríamos discuti-lo com a profundidade que o momento requer porque era melhor não existir o estado atual. Mas o crescimento de delitos criminosos aliados a ocorrências que afetam a segurança da população tem amedrontado e mudado rotinas. Foram muitos assassinatos e roubos á mão armada com elementos

encapuzados; foram algumas escolas que tiveram seus bens subtraídos; foram cidadãos que tiveram seus ganhos arrancados à força; foram crimes praticados à luz do dia sem eu tenhamos um só autor preso (na tapera, no assentamento, no bairro José Nolasco, na feira livre, etc).

Além deste destaque temos muito que comemorar neste ano que passou coo, por exemplo, a inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal; a instalação do Espaço Nordeste, ligado ao Banco do Nordeste e que vem oportunizando ações culturais diversas; a visita da delegação do País africano, Zâmbia, propiciando um intercâmbio cultural de grande valia; o lançamento dos livros “Mosaico”, de Pedro Son e “Soldados da Luz”, de Roberto Santana; a profissionalização do jogador de futebol jeremoabense Jemerson no Atlético Mineiro; e os novos sacerdotes, condutores do povo de Deus, Patrick e João Batista. Foram muitos e tantos acontecimentos que demonstram a plena atividade de uma cidade que quer mais e mais encher-se de luz e paz em busca do seu lugar na constelação dos grandes centros para se viver. PARABÉNS, JEREMOABO!

VISOR: A tradição do Grupo de Zabumba Liberato de Jeremoabo

Postado por Adalberto Moreno em 18 de junho de 2013

VISOR: A vida de uma dama jeremoabense

Postado por Adalberto Moreno em 17 de maio de 2013

Esse Cara sou Eu

Postado por Adalberto Moreno em 21 de novembro de 2012

Esse Cara sou Eu

Pedro Son[1]

Não é o que você está pensando! Esse cara não sou eu!

Mas tem um cara que está arrebentando com esse negócio. Que cara é esse?

Estes dias eu estava nas Lojas Americanas em Paulo Afonso (merchadising gratuita), procurando aqui e ali uns presentinhos para amigos e família, e puto da vida, junto com outros companheiros impacientes, pela demora do jovem do caixa me liberar. Eu estava apenas acompanhando a esposa! Não é que o sistema do caixa deu pane … “espera reiniciar aí, é um instante só …”.  Instante!? Quase deixamos lá. Aliás, deixamos uns beijus de tapioca antes numa barraquinha lá no centro da cidade. Esperamos, esperamos e esperamos e nada da danada da moça liberar os danados beijus de queijo e coco. Fomos embora!

Mas voltemos ao nosso esperar da Americanas! Estávamos ali, danados da vida, todos em volta de cara fechada. Engraçado é que parecia que a zanga de todas era conosco pela demora no caixa e o danado nada de nos liberar. Aí, aconteceu um pequeno milagre! Começa a tocar no som da loja a música “esse cara sou eu”, do Rei Roberto Carlos. Pronuncio assim, com um prazer arretado: Rei Roberto. As fisionomias eram outras! Todos mais relaxados e até minha impaciência … cadê … saiu por onde … foi-se. O clímax vem na letra da música. “E no meio da noite te chama, prá dizer que te ama”. Pausa total. Pausa na música. Pausa na respiração. E todos entoam com o Rei: “Esse cara sou eu”. Estou dizendo todos. Ninguém conseguiu segurar o refrão. Parecia um ensaio geral acertado de primeira.

“Esse cara” só podia ser mesmo Roberto. Outro cantando não parece ter a mesma amplitude mas com ele soa verdadeiro, é possível de acreditar. Roberto Carlos tem cruzado gerações e mais gerações com sua melodia e letras que o desnuda verdadeiramente. Nesta música aparece sozinho sem o seu companheiro infindo Erasmo Carlos.

Nem podemos dizer quando ele começa a se dizer que era o cara. Não há um momento histórico, um evento, uma saudade ou uma dor mais forte. A falta que ele sente agora “apaixonado te olha e te diz, que sentiu sua falta e reclama” é a mesma de Quero que vá tudo para o Inferno “Só tenho você no meu pensamento e a sua ausência é todo o meu tormento”, ou de por isso eu corro de mais “meu bem qualquer instante que eu fico sem você”.

Ah! Esse Rei Roberto. Amante, saudoso, apaixonado, entregue a desenfreadas paixões e o “cara” esperado e sonhado por muitas. Poderia aqui citar tantas outras canções e composições para comprovar mas acho que nem precisa. Não precisa mostrar para mais ninguém quem é “esse cara”. O cara que não lançava músicas inéditas desde 2003, naquele disco que embalou “prá sempre” a sua deusa Maria Rita e aparece com essa preciosidade cantada em verso e prosa, num álbum com apenas quatro músicas que já é o mais vendido em todas as lojas de departamento mesmo com toda pirataria, permanecendo desde 1963 presente constantemente na música popular brasileira.  Um feito e tanto!

O que diz a crítica importa? Nem sempre. Mas vamos ao que diz José Teles: Esse cara sou eu é simples como o que ele compunha nos anos 60. Não está entre suas canções mais inspiradas, porém traz um bom humor que ele parecia ter perdido. A letra de um romantismo sem firulas, e a melodia básica, e assoviável à primeira audição fazem a receita certa para cair no gosto popular. “Um dia eu recebi a visita da ilustre amiga Glória Perez. Mostrei uma música e ela falou que era perfeita para o casal principal da novela. É uma honra cantar para os personagens de Nanda Costa e RodrigoLombardi. Fiz essa música falando do cara que toda mulher gostaria de ter e que todo homem gostaria de ser. E é o cara que eu tento ser”, explicou Roberto Carlos, em seu site oficial, como a música foi parar na novela Salve Jorge.

A música faz tanto sucesso que virou brincadeira nas redes sociais. “Se tem alguém que vai ser salvo pelo seu 13º, esse cara sou eu”, “Se tem alguém esperando a sexta-feira, esse cara sou eu”, “Se alguém vai trazer marmita até o final do mês porque o vale refeiçãoacabou, esse cara sou eu”.  E assim segue nosso Rei segurando seu lugar no céu da eternidade musical e mostrando que tem pique para ir mais além!

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ESSE CARA SOU EU

O cara que pensa em você toda hora, Que conta os segundos se você demora, Que está todo o tempo querendo te ver, Porque já não sabe ficar sem você, E no meio da noite te chama, Pra dizer que te ama, Esse cara sou eu

O cara que pega você pelo braço, Esbarra em quem for que interrompa seus passos, Está do seu lado pro que der e vier, O herói esperado por toda mulher, Por você ele encara o perigo, Seu melhor amigo, Esse cara sou eu

O cara que ama você do seu jeito, Que depois do amor você se deita em seu peito, Te acaricia os cabelos, te fala de amor, Te fala outras coisas, te causa calor, De manhã você acorda feliz, Num sorriso que diz, Esse cara sou eu

Eu sou o cara certo pra você, Que te faz feliz e que te adora, Que enxuga seu pranto quando você chora, Esse cara sou eu,

O cara que sempre te espera sorrindo, Que abre a porta do carro quando você vem vindo, Te beija na boca, te abraça feliz, Apaixonado te olha e te diz, Que sentiu sua falta e reclama, Ele te ama, Esse cara sou eu



[1]Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Ex- Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

 

VISOR: As mulheres e a Política Jeremoabense

Postado por Adalberto Moreno em 18 de julho de 2012

VISOR: As mulheres e a Política Jeremoabense

Postado por Adalberto Moreno em 25 de junho de 2012

Juliana Melo de Carvalho

Após a definição das candidaturas ao pleito municipal que se aproxima, pela primeira vez uma mulher disputa o cargo máximo como candidata à Prefeita e numa chapa formada conjuntamente com outra mulher como candidata à Vice-Prefeita, com chances reais de um momento histórico para Jeremoabo, embora a disputa seja definida democraticamente pelos três candidatos que postulam o cargo. Neste sentido, teríamos o segundo ponto de ruptura política, contrariando as tendências de dominação dos homens no setor, depois de outro ponto atrás quando João Ferreira, o homem vindo do sertão, contraria a lógica de então e se sagra Prefeito, rompendo uma linha dominante vinda dos coronéis ou abastados da época. A questão das mulheres é ainda mais emblemática e por mais que entendamos que surgem num momento praticamente forçado pelas circunstâncias, demonstra que elas, de maneira geral, deixam de ser coadjuvantes para serem protagonistas principais de um novo ciclo da história municipal, que advém da luta de outras grandes mulheres em busca desta conquista Brasil a fora.

A mulher na política brasileira

A participação política foi, durante muitos anos, proibida para as mulheres durante grande parte de nossa história, sendo engado a todos os principais direitos políticos como, por exemplo, votar e se candidatar.  Apenas em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, é que as mulheres conquistaram o direito do voto e puderam se candidatar a cargos políticos, e, já em 1933, Carlota Pereira de Queirós era eleita a primeira deputada federal brasileira, seguindo-se outras conquistas femininas como: em 1979, Euníce Michiles tornou-se a primeira senadora do Brasil;em 1989, Maria Pio de Abreu do Partido nacional éa primeira candidata feminina a Presidência da República;em 1995, Roseana Sarney tornou-se a primeira governadora brasileira e, em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff, torna-se a primeira mulher presidente da República no Brasil.

A mulher na política jeremoabense

E em Jeremoabo como foi constituída esta trajetória? Somos uma terra de mulheres fortes e guerreiras, tendo por trás dos grandes Coronéis e figuras notáveis jeremoabenses uma mulher a dar-lhes o suporte necessário para as lides, sem esquecer que a forte e bela Maria Bonita, rainha do cangaço brasileiro nasceu em terras jeremoabenses na época. Na política, chegam nos anos 50, com Juliana Melo de Carvalho, primeira professora e primeira vereadora, no mandato de 1955 a 1958, chegando a assumir a Presidência da Câmara de 07.06.1955 a dezembro de1955, recebendo em 1958 a companhia de Anna Melo de Carvalho, que era suplente, eassumiu a vaga de vereadora. Depois destas pioneiras, apenas em 1972, voltamos a ter outra vereadora, a Sra. Ailta Silva Reis, representante da região de Sítio do Quinto, que defendeu o mandato de novembro de 1972 a 1976. Outro hiato de tempo e em 15.11.1982 são eleitas duas vereadoras: Mara Lúcia Andrade Lima Melo, que chega a ser Presidente da Câmara, e Josefa Elma Andrade Soares, que não são reeleitas. Em 03.10.1992, Ana Josefina Melo de Carvalho é eleita vereadora, sendo reeleita em 1997 e 2001, ficando de fora em 2005 e retornando em 2009, num total de 16 anos de mandato. Em 1996, assume também outra representante feminina, Irene Santana da Silva, sendo reeleita desde então, perfazendo um total de 16 anos de mandato. Em 2001, Maria Rosineide de Sá Lima é a primeira moradora da zona rural a ser eleita vereadora.

Em resumo temos:

Mandato

Vereadoras

1955/1958

Juliana Melo de Carvalho e Anna Melo de Carvalho (apenas 1 ano)

1972/1976

Ailta Silva Reis

1982/1988

Maria Lúcia Andrade Lima Melo e Josefa Elma Andrade Soares

1989/1992

Nenhuma mulher

1992/1996

Ana Josefina Melo de Carvalho

1997/2000

Ana Josefina Melo de Carvalho e Irene Santana da Silva

2001/2004

Ana Josefina Melo de Carvalho, Irene Santana da Silva e Maria Rosineide de Sá Lima

2005/2008

Irene Santana da Silva

2009/2012

Ana Josefina Melo de Carvalho e Irene Santana da Silva

Conclusão

O caminho está traçado e, mais cedo ou miais tarde, acompanhando a trajetória mundial, haveríamos de ter mulheres navegando neste mar ora calmo e ora bravio da política, buscando possivelmente um rumo novo e diferente de nós homens, se aplicados fielmente todos os conceitos administrativos aprendidos na prática e na força na condução dos lares brasileiros. Lições de economia, sensibilidade, distribuição e controle, elas podem dar tranquilamente. O que nós esperamos é que estes conceitos sejam realmente aplicados, aliados ao jeito feminino de ver, sentir e agir, baseados na ternura e carinho mas aliados à força e, principalmente, à coragem de dizer sim e não quando necessário. Abram alas!


[1] Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

VISOR: São João 2012, Amor e Dor?

Postado por Adalberto Moreno em 9 de abril de 2012

Pedro Son[1]

O município encontra-se em polvorosa, com a possibilidade de não termos, neste ano, a realização da maior das festas jeremoabenses: o São João.  São duas as razões principais: primeiro a seca que assola toda Jeremoabo e Bahia, com quase 200 municípios em estado de emergência, como o nosso, sendo uma das secas de maior profundidade dos últimos trinta anos, com pessoas sofrendo com sede e, em alguns casos, com fome mesmo. Para se ter uma ideia, abastecemos algumas escolas do município com carros-pipas, em cisternas, que, geralmente chega a dois meses de abastecimento. Uma dessas escolas, semana passada, teve praticamente sua água levada pela população do povoado (não vou citar apenas para preservação) porque todos estavam sem água, com as fontes e cisternas que abasteciam praticamente vazias, e, é claro, autorizamos a utilização da água que, em poucas horas, acabou.

A segunda razão, talvez mais forte, vem do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia que, oficializou, no ultimo dia 26 de abril, o veto a realização de festas tradicionais como São João e micaretas, justificando-se pelas sérias dificuldades enfrentadas por grande parte dos Municípios baianos, afetados pela seca prolongada, emitindo a Ordem de Serviço Nº 014/12, que determina a todos os Inspetores Regionais que “exerçam, no particular, uma fiscalização rigorosa no sentido de apurar se os Municípios atingidos pela seca estão promovendo tais festejos, para que a matéria seja objeto de apuração pelo Egrégio Plenário, inclusive no que diz respeito à razoabilidade dos gastos realizados, em razão das dificuldades anteriormente mencionadas. Caso fique evidente o procedimento irrazoável do gestor, deve-se lavrar contra o mesmo o necessário termo de ocorrência.” E agora, José? Alguém ousa desafiar.

Pense numa coisa complicada! Por um lado, o sofrimento de nossos irmãos, e só sente isso quem está lá no problema. Nós, estamos em casa, água e comida toda hora, em nossa zona de conforto, no “bem bom” e, às vezes, nem percebemos esse sofrer em nosso derredor e, por isso, o problema não nos afeta. Por outro lado, o São João é um momento forte de nossa economia. É a hora em que muita gente também pega seu dinheirinho, as lojas vendem mais e todos ganham. Inibir isso não é trazer mais sofrimentos para todos? Não é aumentar as dificuldades que podem passar a ser de todos indistintamente? Não é trazer mais problemas para os parcos recursos municipais que poderá injetar mais dinheiro para socorro das grandes dificuldades que advirão?

Agora, acho sim que tínhamos que ter um freio, um limite, uma prudência, que o Tribunal poderia taxar de duas formas: 1. percentual da receita bruta anual arrecadada pelo Município, de quase 60 milhões anuais, tipo máximo de 1%, aí incluídos gastos totais com bandas e logística para a festa ou ainda 2. percentual dos gastos do São João passado, tipo máximo de 40% dos gastos de 2011. Nos dois casos, evidenciava-se a redução e o esforço municipal no atendimento da situação emergencial que se apresenta.

O fato é que a discussão está posta! Sei que é um problemão para ser decidido por nosso Gestor em exercício, Pedro Bonfim, e que a sociedade precisa amadurecer como discussão e entendimento dos pontos acima elencados. Por último, a atenção deve ser efetuada também pelo comércio local e prestadores de serviços que mais ganham com a festa: não é a hora de juntar-se a discussão e começar um plano para ajudar a bancar a festa, tirando a obrigação com os custos apenas da Prefeitura Municipal, porque não seria maior o prejuízo para estes se não acontecer o São João?

Enfim, o título desta crônica é proposital e aumenta a nossa reflexão em torno do tema. Podemos sim ter uma festa de amor, paz e alegria para uns e de tristeza profunda para outros, se Deus, na sua infinda misericórdia, não botar a mão no meio e trazer, logo, logo, a chuva que pode trazer outro alento para nosso povo.


[1] Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

VISOR: O sentido da Serra da Santa Cruz

Postado por Adalberto Moreno em 15 de março de 2012

Pedro Son[1]

Semana Santa,sexta-feira da Paixão. Como em todos os anos, centenas de pessoas dirigem-se para a visita à Serra da Santa Cruz ou Serra do Cavaleiro. Sobem e descem numa movimentação contínua que lotam a estrada íngreme e escorregadia de pedras soltas que levam ao topo da Serra e a Capelinha lá construída. Lá em cima confraternizam-se, batem papo, reveem amigos e ficam a deliciarem-se com a bela vista de nossa cidade e de nosso município, levando as visões bem mais além, lá no horizonte, onde é capaz de se ver um pedacinho do Rio Vaza Barris, a Serra da Torre de TV, o Estádio, o Parque de Exposições, o Centro da Cidade, etc. Ainda temos os pagadores de promessas: gente que leva pedras na cabeça para a subida, alguns que pagam de joelhos as dádivas recebidas, aqueles que deixam ao pé da santa cruz as suas cabeças, pés e mãos de madeiras, num acender de muitas velas e pipocar de vários foguetes. Isso vale a pena! Mas esse cotidiano pode ser realizado o ano inteiro, qualquer dia do ano, talvez sem o grande fluxo de pessoas neste dia. Qual o sentido hoje da subida neste dia? Acabamos o sentido religioso. Tempos atrás havia missa no local e os grupos realizavam via-sacra dando um verdadeiro sentido religioso ao dia. Lembro que, quando líder do Grupo de Jovens Católicos, realizávamos a subida, com vários jovens, rezando a via-sacra com foco sempre na Campanha da Fraternidade e apresentávamos uma peça teatral sobre a Paixão de Jesus. Só para citar alguns deste grupo tínhamos Lula e Aninha de Petinga, Rosely, Julinho, Ery, Carlos Hungria, Terezinha, meus irmãos Márcia e Jorge, Solange, era uma turma boa, pedindo desculpas a quem na hora não lembrei. Realizamos isso durante vários anos, conjuntamente com Antonio Chaves e o Grupo Senhor do Bonfim. Era proibido transgredir e o sentido era oração, penitência e reflexão. Outros grupos revezavam-se em orações na Capela. Aquilo preenchia nossa manhã. Depois, tudo foi tomando outro rumo e a subida começou a perder o sentido e transformar-se num local de bebidas e, consequentemente, ocorrência de fatos negativos que inibiram muitas famílias para lá se dirigirem. O que me pergunto é porque a Igreja Católica, ao invés de deixar a realização dos atos que fazia neste dia, preferiu ausentar-se, abandonar o local e suspender as atividades que davam sentido à visita neste dia, verdadeiros momentos de fé de nosso povo.

Por outro lado, esquecendo um pouco da reflexão religiosa mas pensando turisticamente, necessitamos fazer alguma coisa sim para darmos um sentido a Serra do Cavaleiro ou Serra da Santa Cruz, nosso cartão postal e um dos patrimônios turísticos mais importantes. Todos sabem de cor e salteado da história do cavaleiro que “sem temer nem mesmo a morte, no abismo se jogou para trazer pegado à unha, este boi arisco e forte”, cavaleiro anônimo, mas que deu um sentido diferente a Serra e ao município. Não há melhor lugar do que aquele para um Museu que conte nossa história, a história do cangaço e da formação do povo desta região do Nordeste, com estrada em paralelepípedos até lá, com Cineclube, auditório para conferências e seminários, barzinho, restaurante, etc. convivendo pacificamente com o turismo religioso. Sei que tudo depende do Poder Público e como Secretário de Cultura me é impossível realizar todos estes sonhos, mas não quero que seja um sonho que se sonha só. Ou fazemos alguma coisa ou perderemos, sem sentido, um dos nossos pontos mais importantes.


[1]Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

VISOR: Zé Paraíba e o “Forró em Gerimuabo”

Postado por Adalberto Moreno em 8 de novembro de 2011
  1. Pedro Son[1]

    Não foi erro. O título é exatamente esse: “Forró em Gerimuabo”. Era assim que nosso município, em determinada época, era chamado, embora oficialmente assim não fosse determinado.

    Era Jeremoabo conhecido como a terra da dança, a terra da alegria e a terra dos folguedos e festejos. Para aqui, nas épocas festeiras, como São João e Natal, se deslocava muita gente da região para participar ativamente destes grandes momentos. Além disso, historicamente mantemos uma posição sobressalente na região, sendo a cidade-mãe de toda região e cuja história do Nordeste da Bahia se confunde com a nossa. Isso influenciou muitos compositores a pensar em homenagear, na música, a terra do forró. Poderíamos aqui relembrar o sucesso “Jerê, Jerê, Jerê”, gravado por Zezinho da Ema, que retrata nosso povo e nossa Alvorada; Gereba que numa canção que canta a história de Canudos enaltece Jeremoabo e sua participação histórica; artistas como Hugo Luna, Trio Nordestino, entre outros, cantou também nossa terra e, mais particularmente, Carmelita Dydudé e Otávio Farias, compositores nossos, tem composições que cantam nossa cidade.

    A canção mais famosa foi feita por encomenda, nos idos de 1920, por um compositor paranaense chamado Joubert de Carvalho, que emplacou a bela “Jeremoabo, Jurema em Flor, És minha Terra, És meu amor”, cantada em eventos e praticamente conhecida de toda população. Também tão famoso quanto, o Hino da Cidade, composição de Antonia Meirelles, que conta a história de Jeremoabo, “Jeremoabo, hoje é teu dia, Jeremoabo, berço de nossos pais”, é cantada em eventos e prosas.

    Mas por que o título?

    Nestas viagens internáuticas, pesquisando temas e histórias de nosso município, deparei-me com um sanfoneiro paraibano, 50 anos de sucesso, mais de 5 milhões de discos vendidos, chamado Zé Paraíba, que em seu disco pela Premier em 1973, transformou em sucesso a música “Forró em Gerimuabo”, do compositor André Araújo, música instrumental, boa de ouvir, um forró bom demais.

    Tendo seus discos sendo relançados, pode ser que ouçamos a música em homenagem a nossa terra, voltando a ser tocada. Quem sabe as rádios de nossa cidade comecem a fazer esta divulgação. Estou repassando para todas cópia da música.

    Mas quem é Zé Paraíba?

    Compositor, instrumentista e sanfoneiro, geralmente gravava tocando acordeom, com acompanhamento clássico de zabumba e triângulo e é conhecido internacionalmente como o Rei da Sanfona e vive em Brasília (DF). E, a maioria de suas composições, são músicas instrumentais.

    Sobre André Araújo, compósito do forró, nada encontramos. Quem sabe, um desses jeremoabenses no mundo que lutam para enaltecer terra tão sublime como a nossa!

     BIBLIOGRAFIA

     

    1. ZÉ PARAÍBA. Disponível em: http://www.forroemvinil.com/ze-paraiba-rei-da-sanfona.Acesso em 01.03.2012, 21:06hs.

     2. DICIONÁRIO MPB. Disponível em: http://www.dicionariompb.com.br/ze-paraiba. Acesso em 03.03.2012, 22:10 hs.

     3. ZÉ PARAIBA, O REI DA SANFONA. Disponível em: http://som13.com.br/ze-paraiba-o-rei-da-sanfona/biografia. Acesso em 03.03.2012, 23:01 hs.

    [1]Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

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