Seca reduz a produção de mel e prejudica apicultores de Jeremoabo

Postado por Adalberto Moreno em 16 de março de 2017

Com as chuvas escassas a pastagem oferece poucas flores

Mel JerePor Adalberto Moreno

A produção de mel caiu drasticamente em Jeremoabo-BA, mais uma consequência da falta de chuvas regulares. A seca prolongada, a ausência de florada, bem como falta oferta de néctar, somadas ao calor estão provocando a migração dos enxames e causando enormes prejuízos aos produtores. A solução seria a alimentação artificial, mas se torna muito cara e nem todos os criadores têm condições de bancar. Essa alimentação artificial se dá pela soma de dois tipos de alimentos, um energético, que pode ser manga, caju, caldo de cana, rapadura ou água com açúcar, e um alimento protético, que é a mistura de grãos de soja e milho triturados.

Segundo o apicultor Carlos Emílio Calazans, mais conhecido como Cascatinha, o produtor está gastando em média R$ 12, 00 para alimentar cada colméia, ou seja, quem possui 400 caixas gasta em torno de R$ 4.800,00 mensalmente. “Isso sem falar no gasto com água, onde 100 colméias consomem em torno de mil litros mês, sem incluir mão de obra e nem despesa com transporte. A nossa situação é desesperadora”, pontuou Cascatinha.

Jeremoabo teve produção de 435 toneladas em 2015. A produtividade em 2016 ainda não foi divulgada, mas já é esperada uma queda muito brusca por conta das condições climáticas. Os prejuízos acumulados já ultrapassam R$ 5 milhões. Se não houver um socorro financeiro imediato por parte do poder público ou refinanciamento das dívidas, mesmo com retorno da chuva muitos produtores não terão mais como recuperar seus apiários.


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