As Redes Sociais, aliadas ou inimigas?

Postado por Adalberto Moreno em 5 de janeiro de 2015

Usadas de forma adequada são essenciais, ao contrário, transforma-se em um verdadeiro terror

RedesPor Rosa Maria

As Redes Sociais têm feito um papel transformador quando se trata do objetivo maior, “aproximar pessoas”, especialmente aquelas que um dia fizeram parte de nossas vidas, como também pessoas que jamais conheceríamos sem o apoio da internet. São ferramentas que informam, expõem, aproximam, suscitam simpatia, criam elos, ideias e até projetos. Usadas de forma adequada são essenciais, ao contrário, transforma-se em um verdadeiro terror. No que tange a capacidade de atravessar fronteiras, limites geográficos e as mais diferentes etnias é um verdadeiro braço gigante, capaz de reunir, reaproximar, esclarecer os mais diversos enigmas. O que precisa ser levado em conta é a forma de utilização, não pode ser uma espécie de câmera não escondida com o propósito de mostrar tudo o que se faz, desde a hora em que acorda, o que come, o que bebe, quem beijou, onde está, para onde está indo, entre outros, pois pessoas mal intencionadas têm se aproveitado dessas informações para alvejarem suas estratégias, quando desenvolvem uma espécie de fanatismo desenfreado. O alerta deve ser feito especialmente para aquilo que se compartilha, tem até gente inventando leis para utilizar o facebook, vale lembrar para a reflexão bem conhecida: “Compartilhe ideias, pensamentos, reflexões, sentimentos bons, não pessoas e problemas.” “Rede social não é lugar para desnudar a alma, publique ideias, mas guarde o coração para quem está perto o suficiente para olhar em seus olhos. Quem joga sua alma no ventilador da internet corre o risco de nunca mais conseguir juntar seus pedaços. “Preserve-se”, intimidade não é para amigos do Facebook e sim para amigos do face a face.” (Miguel Falabella).
Quando o uso das redes sociais é desenfreado, aparecem às manifestações de preconceito, de todos os tipos, há também a falta de compreensão por um segmento religioso, opção sexual, escolha esportiva e política, aparecem os xingamentos decorrentes da falta de aceitação de ideias, opiniões e opções.
Quem se permite participar de um grupo de pessoas deve estar preparado para ver várias bandeiras e opções que não concordamos, mas deve ser colocado em primeiro lugar o respeito, pois se esse não houver não temos condições de vivermos ou participarmos de um grupo social. No entanto vale ressaltar que Rede Social (que reúne grupo de “pessoas”) não é lugar para, imoralidade ou insanidade, é mais ou menos como uma sala de estar, que reúne pessoas para ver fotografias, ouvir causos, músicas, relatos de experiências, muita prosa com restrições para compartilhamentos. Especialmente quando se refere a fotografias (antes de serem compartilhadas, os autores devem ser consultados), afinal uma coisa é compartilhar para amigos, outra coisa é compartilhar para amigos de amigos. Daí a definição de Rede Social: Uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns. Imagens vão além de objetivos comuns, imagens são uma réplica de você, é um pouco de você, de sua família, de seus amigos, de seus momentos, não há controle de quantas são salvas em pastas particulares para montagens que promoverão para o bem e para o mal.
Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se “fazer” e “desfazer” rapidamente relacionamentos, amizades, elos que precisaram de décadas para acontecer podem ser desfeitos em minutos, tudo isso em função do mal uso, da incapacidade inteligente de utilizar as Redes Sociais. Temos um ano novo, um 2015 cheio de páginas em branco, que possamos selecionar bem aquilo que iremos compartilhar, o cuidado maior deverá ser especialmente para a nossa vida!

Um ano novo cheio de realizações, bons acontecimentos, sabedoria, saúde, amor e paz!
Um abraço a todos! A gente se encontra por aqui, numa frequência melhor, é claro. Rosa Maria de Oliveira Medeiros é Pedagoga – UNEB, Pós Graduada em Gestão de Pessoas e Coordenação Pedagógica pela UFBA.


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