Jeremoabo: “Mosaico” será lançado na próxima sexta-feira

Postado por Adalberto Moreno em 28 de novembro de 2012

O livro “MOSAICO” do jeremoabense Pedro Son será lançado na próxima sexta, dia 30, no Espaço Nordeste

Por Lílian Symaia

Na próxima sexta-feira, 30 de novembro, o escritor Pedro Pereira da Silva Filho, conhecido como Pedro Son, lançará, oficialmente, o seu mais recente trabalho: “Mosaico”. Seu primeiro livro trata de fragmentos diversificados de crônicas jeremoabenses, poemas e artigos diversos, dividido em partes como a terra, o ar, o fogo e a água. “A ideia de escrever o livro surgiu pela necessidade de deixar registrados os pensamentos e idéias frutos de minha vivência e experiências”, afirmou Pedro Son, que é Graduado em Administração de Empresas, Pós-graduado em Administração de Cidades, Especialista em Metodologia e Docência, cantor, ativista cultural e ex-secretário de educação, esportes e cultura de Jeremoabo.

Mosaico, que traz duas crônicas vencedoras de dois prêmios das Editoras Guemanisse e Vida, apresenta-se em quatro partes: na parte I, A Terra, onde o autor destaca crônicas jeremoabenses; na parte II, o Ar, destaca crônicas outras; na parte III, o Fogo e a Água, apresenta poemas e poesias e na parte IV, Visor, com algumas visões analíticas de Pedro Son.

O lançamento será no Espaço Nordeste de Jeremoabo, localizado na Praça Raimundo José Andrade Carvalho, s/n, às 19h30.

Acompanhe a crônica “Rock não tem idade”, vencedora do prêmio para novos autores da Editora Vida:

ROCK TEM IDADE?

Pedro Son

Domingo tranquilo de sol. Resolvo encarar um Festival de Rock: A Conquista do Rock. Comunico aos familiares tentando angariar adeptos para o programa. Que nada! Parecem não acreditar. Minha filha tenta de todas as maneiras demover-me da idéia.

– Meu pai, sabe do público que estará presente? Adolescentes, ela mesma responde.

– Se orienta, homem, isto não lhe pertence mais. Diz a esposa, parodiando bordão humorístico.

Explico-lhes que quando da minha juventude curti muito rock. Rock pauleira. Black Sabbath, Led Zepelin, Nazareth, Alice cooper, Pink Floyd, etc. Época áurea. Juntava-me com Zé Alberto Porreta, o cara, grande cara jeremoabense, e na casa dele curtíamos horas e horas, enlevados por aqueles sons mágicos. E os Mutantes, cujo Long Player (disco vinil) “tudo foi feito pelo sol” quase furávamos de tanto escutar. E deu-me saudade! Aquele anúncio do Festival fizera-me querer reviver tudo.

Ainda arrisco perguntar com que roupa eu vou.

– De preto, arrisca ela.

Pego a única camisa preta que tenho, lembranças da Faculdade em que lecionava com a inscrição nas costas: RECURSOS HUMANOS, o curso do qual era professor.

Dou um tchau e elas incrédulas:

– Você vai mesmo? Veja sua idade?

– E rock tem idade? Pois se acostume com o tipo de velhinho arretado que serei. Curtidor! Espelhado num grande amigo do Rotary. Grande curtidor! Sua profissão. Sua forma caliente de vida.

Decidido, vou sem companhia.

Fico observando aquela legião de jovens. A maioria absoluta de preto. Tipo pirata, tipo bruxa, todo tipo. De preto. Nas camisas inscrições dos grandes nomes mundiais do rock e muitos nomes nacionais: Iron Maide, Sepultura, Raul Seixas, etc. Que devem pensar da inscrição de minha camisa: um novo grupo? Jovens alegres e felizes. Lotam a Concha acústica do Centro de Cultura. Começa o som e parecem soltar um dragão de dentro deles. Agridem-se! Lutam! Pulam! Parece movido por um ente encantado que só eles possuem. As bandas soltam o som. Cama de Jornal, The Plant, Zero800, sacodem a galera e fazem um rock bom de ouvir.

Olho para um lado e para outro. Procuro alguém do meu time. Vejo um velhinho endiabrado, pulando, dançando e divertindo-se à beça. Tipo cabelo arrumadinho e gestos finos. Aproximo-me para ver de perto e só então percebo as unhas pintadas na cor vinho: cabra sem-vergonha!.

Cinco horas depois acaba a maratona.

Satisfeito volto com o som dentro dos meus ouvidos a noite inteira.

Bom programa!       (Vitória da Conquista, novembro 2005)

Um Comentário

  1. Marta Tavares disse:

    Olá! Sou de Paulo Afonso e gostaria de adquirir seu livro, Pedro Son. Também trabalho no IGH-MSPA (Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso). Seria muito bom entrar em contato com você. Obrigada.Marta


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