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Agência Minas Gerais | Governo de Minas assina contrato de concessão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE)

O Governo de Minas assinou, nesta sexta-feira (12/6), o contrato de concessão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), em Belo Horizonte. A iniciativa marca o avanço de um dos maiores investimentos já realizados na rede pública de saúde mineira e consolida o modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que permitirá a construção, equipagem, operação, manutenção e gestão dos serviços de apoio da unidade.

A assinatura do contrato com o Consórcio Saúde HoPE – formado pelas empresas Integra Brasil, Oncomed Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas e a B2U Participações – representa o início de uma nova etapa para a implantação do complexo, que será integralmente dedicado ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O valor estimado de contrato é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão de aportes em obras e equipamentos ao longo dos próximos 30 anos. Ao assinar o contrato de concessão com o consórcio que ficará responsável pela construção do complexo hospitalar, o governador de Minas, Mateus Simões, destacou o aumento da capacidade de atendimento na rede pública de saúde na capital mineira.

Com a construção do HoPE, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), passará dos atuais 417 leitos disponíveis em Belo Horizonte para 532, podendo ser ampliado para 650 leitos em caso de necessidade, como em situação de pandemia.

 








 
 
   
   


Complexo hospitalar

O HoPE reunirá em uma única estrutura, no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, serviços de oncologia, infectologia, dermatologia sanitária, pediatria, hematologia, maternidade e saúde da mulher, além do novo Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG). 

A expectativa é ampliar significativamente a capacidade de atendimento especializado no estado, promovendo um crescimento de 45% nas consultas especializadas, ultrapassando 200 mil por ano, e 60% nas internações, chegando a 30 mil por ano.

O complexo também fortalecerá a vigilância em saúde e a capacidade diagnóstica de Minas Gerais. O novo Lacen-MG terá condições de realizar até 1,5 milhão de exames laboratoriais e 375 mil análises sanitárias anualmente, contribuindo para respostas mais rápidas em emergências epidemiológicas e para o monitoramento de doenças e agravos à saúde da população.

 








 
 
   
   


Concessão HoPE

O projeto teve edital lançado no ano passado e, posteriormente, o leilão da PPP foi concluído com a escolha do parceiro privado, em setembro de 2025. O processo foi estruturado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a Fhemig e a Fundação Ezequiel Dias (Funed). 

Pela modelagem da PPP, os serviços de assistência médica e os atendimentos permanecerão sob gestão pública, conduzidos, respectivamente, pela Fhemig e pela Funed. Já o parceiro privado será responsável pelos serviços não assistenciais, como manutenção predial, alimentação, lavanderia, limpeza e segurança, permitindo maior eficiência operacional e foco na assistência à saúde.

Atualmente, essas fundações administram, juntas, mais de 250 contratos distintos. Com a chegada do HoPE, esse arcabouço será substituído por um único contrato, mais robusto e com grande volume de investimentos, simplificando a gestão, aumentando a eficiência e eliminando sobreposição de processos, sem qualquer prejuízo aos servidores públicos, que permanecem exercendo suas atividades e vinculados ao Estado.

Modelagem

A modelagem técnica foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), com apoio da Corporação Financeira Internacional (IFC) e do Grupo Banco Mundial, referência global em estruturação de projetos de PPP.

A iniciativa conta com recursos do Acordo de Reparação aos danos provocados pelo rompimento das barragens da Vale em Brumadinho, assinado pelo Governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública de Minas Gerais. Em 2019, o rompimento tirou a vida de 272 pessoas e gerou uma série de danos sociais, econômicos e ambientais.

 

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