Habilitação e passaporte são documentos mais vendidos na dark web – Jornal Correio

Negociatas repletas de crimes e ilegalidades acontecem todos os dias na dark web, páginas ocultas da internet só encontradas e acessadas muitas vezes por meio de navegadores específicos, e movimentam quase R$ 87 milhões anualmente, segundo um estudo da NordVPN, provedora de serviços de privacidade digital.

Quase metade (43%) dos documentos falsos vendidos são carteiras de motoristas e passaportes. Esses nem sempre são frutos de vazamentos de dados pessoais, que parecem cada vez mais constantes, mas e-mails, senhas, contas em redes sociais, dados bancários e documentos pessoais também estão na dark web à disposição de quem queira pagar por eles. Uma identidade francesa, por exemplo, pode custar mais de R$ 1 mil. Já um passaporte falso chega a passar dos R$ 19 mil.

Logo depois das habilitações e passaportes, os dados financeiros, com 39%, são os principais alvos dos golpistas, com e-mails e senhas em terceiro lugar, bem abaixo, totalizando 6% das transações. O objetivo da busca por esses documentos é, na maioria das vezes, aplicar golpes e cometer outros crimes.

Para quem teve os dados vazados e tem certeza disso, a primeira atitude é buscar os cancelamento dos cartões de créditos e, posteriormente, trocar dados e senhas.

Para as empresas, esse cuidado deve ser ainda maior. “Nenhuma empresa está imune a violações de dados, mas isso afeta diretamente a confiança do cliente. Esses dados refletem a importância de as empresas investirem em cibersegurança, afinal os consumidores buscam se conectar com empresas que investem em proteção de dados”, explica o especialista em segurança digital Thiago Cabral, CEO da empresa Athena Security.  

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